As únicas imagens que me vêem à cabeça quando relembro os banheiros públicos do Ceará são o inferno e o Carandiru superlotado. O mais engraçado é que, numa festa cearense, tudo é mais limpinho e organizado que na Bahia. A sujeira é menor, o atendimento das barracas é legal e definitivamente acontecem menos brigas. Aí bate aquele incômodo na bexiga e a gente percebe que todo mundo reservou a energia sobressalente para anarquizar o sanitário.
Meu primeiro indício desse fato aconteceu ano passado, no São João de Juazeiro do Norte. Os banheiros da festa eram individuais. Tinham um mictório e, ao lado de fora, uma pia. Eu esperava tranquilamente na fila, assoviando e lembrando que horas antes comi o pior pastel de minha vida, mas meu estômago – bravo guerreiro – resistiu ao baque e continuava firme e forte. Então, alguém me cutucou por trás:
- Ô, amigo.
- Oi?
- Cê vai esperar a fila?
- Vou. Sou o próximo.
- Então, licença aí.
O sujeito desabotoou a calça e começou a mijar na pia. ‘Beleza, normal. Sempre tem alguém que faz isso’. Quando o banheiro desocupou, entrei, mas alguém mais entrou comigo. ‘Posso, hômi?’. Nem respondi e ele já estava mijando no canto da parede. ‘Beleza, normal. Sempre tem alguém que faz isso’. Dei minha mijadinha no mictório e voltei para a festa.
Prazer, garotão! Eu sei que é tentador, mas não faço DPs.
Problema de verdade foi quando precisei ir ao banheiro novamente. Imagine a cena: uma pia de trinta centímetros com três caras urinando – um na direita, um na esquerda e um no centro -, um banheiro com um mictório individual e mais três marmanjos se despejando nele, enquanto outros três se aproveitavam das esquinas do lugar. E meu grande susto – fora ver uma cena digna de O Senhor dos Anais – é que NÃO FALTAVAM SANITÁRIOS NA FESTA. Havia o suficiente para todo mundo, se cada um esperasse dois minutos. E não existia exceção. Todos os banheiros estavam nessas condições. Em certos momentos parecia que, para dar uma mijadinha sequer, eu ia ter que atravessar nadando um turbulento mar de urina.
Me usa, bonitão. E chame o coleguinha.
Quando pensei que já estava imune ao trauma – ‘ah, foi um fato isolado’ – do São João passado, voltei à região – meu irmão está morando lá, então vou enfrentar esse tipo de coisa mais vezes – e tive a mesma surpresa desagradável, dessa vez num mictório coletivo. O oceano já estava pronto e não havia mais espaço pra urinar. Em mais vinte segundos alguém sairia de lá (ou das paredes) e haveria uma vaga legal. Mas pra que esperar, né, se você pode mijar no centro do banheiro e EM MEU PÉ.
Fiquei fulo, mas quando virei pra reclamar o cara era tipo

Saí de fininho pra não causar transtornos.
E é por isso que não põem banheiros químicos por lá. Sou totalmente a favor de banheiros químicos. Você entra, prende a respiração e pá, já foi e foi massa. Mas no Ceará não rola, os caras são PUNKS DE SANITÁRIO. Eles iam achar um jeito de aloprar o pico. Ainda espero sair uma revolução ou algo do gênero no meio daquele mar. Talvez um motim.
julho 30, 2009 às 6:16 pm |
HAUADHUADHHUADHUADUHADHUAD
Tudo bem que não foi sobre bosta, mas o post tá massa =D
PS: porra, seus blogs do wordpress ficam legais. Tenho que fazer algo.
julho 30, 2009 às 8:11 pm |
os posts podem ser sobre vômito também?
julho 30, 2009 às 8:15 pm |
qualquer coisa relacionada a banheiro. prioridade aqui é bosta, mas de vez em quando vou abordar assuntos diferentes.
julho 30, 2009 às 8:24 pm |
AAHAOIAHIAOHAIOAHAIOHAIOAHIAHIAOHAIO
Esse foi o melhor post!!!!!!
Binha também já sofreu uma mijada no pé!
Adoraria ter fotografado isso!
OIHAIOAHOIAHOAIHAOIAHIOAHIOAHOIAHOIAIOA
dá uma mijadinha, vai!
julho 30, 2009 às 9:59 pm |
Eu não tive boas experiências com banheiros do Ceará também. O oceano é uma constante desde o início da festa no banheiro feminino. As mulheres também insistem em querer entrar no mesmo banheiro que vc, e, quando vc não permite isso, elas mijam na porta, fazendo questão que o mijo chegue até seus pés.
julho 31, 2009 às 5:20 pm |
hauahuahauahuahauaha
sobre vômito e dormir no banheiro, talvez seja uma boa.
xD
bizarro.
agosto 1, 2009 às 8:22 pm |
haeuhaeuhaue mijada no pé é foda velhinho!
fiquei imaginando se tivesse acontecido comigo, eu q já tenho problemas com banheiros…
agosto 3, 2009 às 11:44 pm |
Hahhahahahahahaha
Ah, pode ser qualquer coisa sobre banheiro é?
Tenho um coleguinha que tem uma história de amor com a privada de lula. Ficou abraçado com ela horaaas…
agosto 5, 2009 às 6:45 pm |
Acho que conheço esse colega.
Ele é fodão. hehe
agosto 11, 2009 às 1:52 pm |
não só ficou abraçado, como também dormiu de conchinha com ela. hehe
setembro 4, 2009 às 7:21 pm |
Me usa, bonitão. E chame o coleguinha.
euri.
setembro 4, 2009 às 7:23 pm |
p.s.: esse lance de mijar nos outros, tem que ter muito cuidado, vai que o cara curte uma mijada no pé e em uns outros lugares…
janeiro 24, 2010 às 10:33 pm |
[...] em relação aos banheiros brasileiros. Não cheguei a passar por uma situação extrema como a do Ceará, por exemplo. E as descargas, lá sim, funcionam que é uma beleza. Entretanto, sujeitos que fazem [...]