setembro 22, 2010 by
Depois de meses de sumiço, voltamos com o depoimento de uma senhora que encontrou numa cagada a alegria de viver.
Estamos de volta, amigos.

Depoimento do Apertado Caio Tarrafa.

fevereiro 23, 2010 by

Pô, minha história não é uma coisa tão emocionante, mas me emocionou. Na verdade é bem besta e curta, mas como você entende do assunto, te mandei pra análise.

Semana passada botei os “menininhos pra nadar”, e como eu tenho o costume de olhar antes de me despedir deles, vi uma coisa incrível: eles estavam boiando mais do que o normal, tinha mais da metade pra fora d’água! Parecia isopor! Como era muito estranho, minha primeira reação foi uma busca espiritual, não achei nada, daí apelei para a físico-química: a minha cria que ali estava tinha uma densidade muito menor que a água. Por isso, estava parecendo um Ferryboat, vazio, navegando na Bahia de Todos os Santos. Então eu descobri que a minha missão no mundo é ir a Israel, cagar no Mar Morto pra ver ele todo pra fora d’água. Vou procurar fotos e vídeos  pra ver se alguém já peregrinou para lá por essa causa.

(Não preciso dizer que foi difícil fazer ele descer. Eu dava descarga e ele só boiava ou rodava. Tive que apelar pro balde)

Caio, camarada cagão,

Você foi além. Admiro a sua coragem, o seu espírito aventureiro, o seu tino para a exploração de novos vasos sanitários. Há, porém, um porém: quanto tempo passará até a sua peregrinação para Israel? Um ano? Dez anos? Isso é muito tempo desperdiçado, meu amigo. Até lá, o que você fará? Pense mais perto. Pense na sua vizinhança. Toque a campainha dos apartamentos do seu prédio e peça para usar o banheiro. Crie estatísticas sobre a porcentagem de vasos em que os menininhos bóiam. Depois vá ao prédio ao lado, depois ao próximo prédio, e depois ao próximo, fazendo assim um mapeamento da densidade da água dos sanitários de toda Salvador. É um trabalho voluntário e de utilidade pública.

Pense nisso.

Abs

Zé Marques

Poeminha.

janeiro 30, 2010 by

Em homenagem ao primeiro aniversário do Conversas Privadas.

“Cagaste fora do vaso,

porque não cagaste dentro?

Você tem a bunda grande

ou o cu fora do centro?”

Diários de Papel Higiênico

janeiro 24, 2010 by

Caso você esteja desavisado, amigo leitor, o staff deste blog esteve numa viagem de vinte e um dias pela Bolívia e Peru com um único objetivo: conhecer a real situação dos banheiros dos nossos países vizinhos. Acima de tudo, expandir os nossos horizontes – e depois os seus, através do Conversas -  em relação à condição dos intestinos da América do Sul. Quiçá revolucionar a sua maneira de pensar o vaso sanitário. Ainda não estamos prontos para visitar uma colônia de pessoas com desarranjo intestinal no Peru, nem para atravessar um esgoto a nado, mas quem sabe um dia você não o fará?

Evidentemente, os problemas dos banheiros dos dois países são – como aqui – muitos, mas existem algumas vantagens legais em relação aos brasileiros. Não cheguei a passar por uma situação extrema como a do Ceará, por exemplo. E as descargas, lá sim, funcionam que é uma beleza. Entretanto, sujeitos que fazem parte de um ou mais grupos de problemáticos listados abaixo sofrerão numa eventual visita aos dois países. Confira:

OS APERTADOS

Estatísticas – a partir de pesquisas realizadas por mim mesmo – afirmam que o ideal é manter um sanitário a menos de cinquenta metros de você. Nos ônibus bolivianos e peruanos – mesmo nos mais caros – isso raramente acontece. Ônibus sem banheiros fazem jornadas de até dezesseis horas parando apenas uma vez, muitas vezes em lugares que também não têm banheiro. E, como eu digo aí embaixo, se você não tiver dinheiro, esqueça o lugar mágico, amigão.

'baño' é banheiro. os confusos também teriam problemas por lá.

Portanto, desista daquela cervejinha antes de viajar, daquele churrasquinho suspeito que custa cinquenta centavos de soles peruanos. Se a barriga e a bexiga reclamarem durante na estrada, prepare-se para horas de maus momentos.

OS DUROS
(esse item também é válido para os ricos: os que só têm notas de 200 bolivianos na carteira)

Um boliviano.

Noventa por cento dos banheiros públicos bolivianos são pagos. E olha que em matéria de banheiro público – em quantidade -, as cidades da Bolívia são recheadas. Mas não basta ter a grana. Você precisa ter moedas de um, dois ou cinco bolivianos no bolso, porque troco no país é mais difícil que respirar em La Paz depois de correr atrás do maluco que furtou sua mochila.

Dez bolivianos. (*não recomendamos o uso de dinheiro como papel higiênico)

OS DE DIFÍCIL LIMPEZA

Recapitulando: no item anterior, eu disse que os banheiros públicos na Bolívia e no Peru são pagos, não? Pois é, quando você paga a entrada, tem direito a um recibo (que não serve para absolutamente nada) e um pouco de papel higiênico. Claro que não é de se esperar que seja um Personal, mas a qualidade não é o problema. O pouco de papel é realmente pouco. Alguns quadradinhos, não uma quantidade decente para se limpar. Limpar a tampa da privada suja? Pff, esqueça. Você não está pagando para ter um bom serviço, está pagando porque NÃO TEM OUTRA SAÍDA.

Pensando bem, se o papel não for suficiente, o recibo serve para alguma coisa, sim.

OS TÍMIDOS

Vai que você é daquele tipinho que prefere sentar na privada sem ninguém te espiando.  Que quer que o seu cubículo seja um ambiente íntimo e seguro de olhares alheios para fazer, sem constrangimentos, aquela dúzia de caretas  e expressões de prazer durante o ato.

Você vai ter problemas na Bolívia.

Imagine a situação: na rodoviária, após comer uma saltenha estragada, aquela dor de barriga fulminante bate. Você corre até o banheiro, paga dois bolivianos para entrar, recebe três quadradinhos de papel higiênico e se dirige ao cubículo. Ao fechar a porta, nota que à sua frente há um cartaz com uma foto onipresente Evo Morales rindo gostoso.  Rindo só para você. Problema, heim, amigo envergonhado. O que fazer?

a) Decidir por uma solução drástica e desistir da evacuação, correndo o risco de não achar outro banheiro durante dois dias de viagem.

b) Rasgar o cartaz e utilizar como papel higiênico, o que supre a pouca quantidade de papel, mas além de não limpar muito bem pode te dar uma micose super bacana.

c) Descontrair e bater um papo divertido com o amigo Evo.

Evo

é realmente um cara legal.

Primeiro post beneficente do Conversas.

outubro 19, 2009 by

Acho que todo mundo devia  – uma vez, ao menos – deixar uma contribuição nos banheiros públicos desse meu Brasil. Lembrando que quando digo contribuição, transcendo o mero ato de liberar nosso amigão ralo abaixo, porque isso com certeza você já fez ou fará. Contribuir é registrar a sua presença para a posterioridade, distraindo o futuro companheiro de diarréia que utilizará o vaso sanitário. Afinal, você será responsável por tirar da cabeça dessas pessoas as possíveis DSTs que podem pegar durante o momento mágico. E isso, amigão, é mais virtuoso que comer folhinhas para salvar uma vaca que INEVITAVELMENTE vai morrer.

Posto isso, dou aqui algumas alternativas interessantes para a sua ajuda à nossa causa:

1 – DESENHAR CARALHINHOS VOADORES


O lance é que caralhinhos voadores são um clássico desde Os Sete Gatinhos. E o legal é que dá pra desenhar infinitas variações de caralhinhos sem deturpar o modelo original – com óculos escuros, raspado, a la Kid Bengala, gozando, etc, etc, etc. Não adianta reclamar dizendo que não sabe desenhar: o modelo básico do caralhinho voador é muito mais fácil que fazer um castelo com cinco ou seis retas.

caralhinhovoador

básico e ilimitado

Se sobrar um tempinho – e você for realmente solidário –, não custa nada desenhar uma vagininha voadora pra acompanhar o nosso amiguinho, né? Fica ao seu critério.

2 – PONHA O TELEFONE DO SEU INIMIGO

Mais do que uma contribuição, é um alívio psicológico. SÉRIO. A mina te deu um fora, vai num banheiro unissex e põe ‘SUA ESPANHOLA GARANTIDA, disque: xxxx-xxxx’, o patrão te demitiu? Prepara o lápis, corre para o sanitário da empresa e lança ‘GAROTO MADURO PROCURA GAROTO ATIVO, tel.: xxxx-xxxx’, e por aí vai.

Provavelmente ninguém vai telefonar para os números, mas só o conforto que isso te proporcionará custará alguns anos a menos de terapia.

3 – MANDE UM RECADO, ESCREVA UM VERSINHO

porta-de-banheiro-leila-diniz

Obra de arte, copiada daqui.

Para a mamãe, para a namorada, para as futuras gerações. Se faltar criatividade, o clássico ‘cague cantando que a bosta sai dançando’ é batido, mas funciona.

poesia

Agora vão e espalhem pelo mundo o que aprenderam aqui. Lápis e/ou caneta preparados e mãos à obra. Lembrem-se sempre do que Nietzsche dizia: O PODER É DE VOCÊS!

Muito além dos papéis alternativos.

setembro 3, 2009 by

O primeiro alívio do nosso colaborador Fred nesse banheiro virtual acrescenta bastante sobre um dos pesadelos de qualquer cagão:

Acabou o papel – o que fazer?

Essa é clássica. Você sente aquela vontade insana de fazer cocô e corre até o banheiro. Mas, por alguma razão, falta o elemento-chave: papel higiênico.

RAZÕES:

1) Você bateu um cagão tão nervoso que o papel acabou e você ainda tá sujo.

2) Tinha pouco papel, você, assea(via)dinho que é, ficou limpando a tampa e a privada e gastou boa parte do papel que é sagrado.

3) Na pressa, com a merda na porta, você sequer olhou se tinha papel ou não. Todo o mundo já passou por isso algum dia.

A pergunta que fica é: o que fazer?

Se você estiver em casa, é muito simples: basta pegar outro rolo no armário, ou, caso você conserve o hábito bizarro de não estocar papel higiênico no próprio banheiro (acredite, isso existe), gritar por alguém que o pegue – ou sair do banheiro pelado em busca de papel, se estiver sozinho. Não havendo papel em casa, é lógico que você pode usar papéis alternativos (veja uma comparação completa dos papéis possíveis aqui) ou usar a ducha.

Os problemas realmente aparecem se você estiver na rua, em banheiro público. Mas ainda existem uma série de possibilidades:

- Ter a sorte de um funcionário da limpeza estar na área e te socorrer. Essa possibilidade é remota e só é válida principalmente em shoppings ou banheiros de escola/faculdade (públicas não).

- Ligar para um amigo seu que está no mesmo local providenciar. Essa é meio bizarra se você estiver só com seu respectivo ficante/etc., ou com alguém que você não tem intimidade.

- Esperar até que a merda fique menos pastosa na bunda, por a roupa de volta e correr estranhamente, com medo de se melar todo, até o banheiro mais próximo que tenha papel.

- Limpar com a cueca/calcinha e jogá-la no lixo. Um homem passa bem sem cueca. Mulher, se estiver menstruada, ou de saia/vestido (se for “moça de família”, digo), acho que não.

- A mais bizarra de todas: reutilizar papel higiênico (do lixo, é claro). Essa possibilidade não devia ser contada, mas relatos de pessoas próximas me fizeram crer que, a depender de até onde vai a sua (a minha eu sei!) noção de higiene ou desespero (já que você pode não estar usando cueca ou calcinha – sempre existe essa possibilidade, ou ter amor (?) a sua cuequinha e não querer estragá-la para sempre), isso merece menção. É inacreditável que uma pessoa chegue a esse ponto tão decadente em sua história de cagão, quase tão ruim quanto cagar em banheiro químico, mas é uma realidade.

Uma solução: andar com um pedaço de papel amigo no bolso, bolsa ou mochila. Ou ter sempre um caderno a tira-colo.

sem_papel_higienico

Conhecendo a botânica desde cedo.

agosto 19, 2009 by

Não acho nada agradável cagar folhinhas. Se estou me livrando de um fardo que passou pela minha boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso, espero que ao menos esteja digerido ao saltar pelo reto – exceto, claro, se forem bolinhas de chumbo ou naftalina, mas isso fica pra outro post. Olhar para o vaso e ver que um coentro inteirinho persistiu durante o todo percurso e está lá, como novo, ao lado do que sobrou da macarronada da mamãe, é irritante.

coentroMais resistente que o Rocky.

Entretanto, passada a raiva inicial, até contemplo a arte que fiz.  O verde ao lado do marrom gera um efeito estético deveras interessante. A depender do recorte do vaso sanitário, da harmonia das cores presentes e da disposição de cada item da obra, dá vontade de tirar um retrato e pendurar na parede de casa. Ou numa estante, na sala, ao lado das fotos da família.

“Olha aí, eu fui eu que pari.”, me gabaria, orgulhoso.

Outra idéia interessante para dar sentido ao cocô vegetal é chamar uma criança e promover uma brincadeira educativa. Não o fazendo tentar descobrir formas de coisas, como acontece com as nuvens. Isso a gente faz quando o fator herbívoro não interfere no produto final. Caso contrário,  o jogo funciona dessa maneira: depois de bater AQUELE cagão com folhas, você chama o seu filho – ou sobrinho, neto, afilhado, primo, tanto faz – e pede pra ele dizer que vegetal você comeu no dia anterior. Se o garoto não adivinhar, mergulhe a cabeça dele faça-o comer um prato daquilo no almoço. Tem maneira melhor de incentivar o guri a comer salada? O único problema é que, um dia, ele também vai te chamar para a mesma adivinhação.

agosto 11, 2009 by

Se tem uma coisa que prezo é banheiro limpo. É aquele negócio, tem que entrar no banheiro sentar no trono e sentir-se rei. Mas tem uma coisa que é extremamente necessária e a maioria das pessoas, quando limpam, não se atentam. A privada tem que estar ENXUTA. Privada molhada não dá.

Eu fico injuriada quando isso acontece, quebra todo o clima, fico desanimada mesmo. Eu levanto, pego um pedaço de papel higiênico, dou uma enxugada, mas não é a mesma coisa. Nesses casos, eu até prefiro deixar pra outra hora, mas nem sempre isso é possível.

Sérião mesmo, eu fico totalmente descabriada.  Muda tudo, bate aquele desânimo e a cagada não sai daquele jeito, ela já vem de outra forma, com outra cara.

O que poderia ser uma cagada digna de Richard Gere, passa a ser de José Mayer.

jose mayer -  NOTA

O Richard Gere Brasileiro.

Anarchy in the W.C.

julho 30, 2009 by

As únicas imagens que me vêem à cabeça quando relembro os banheiros públicos do Ceará são o inferno e o Carandiru superlotado. O mais engraçado é que, numa festa cearense, tudo é mais limpinho e organizado que na Bahia. A sujeira é menor, o atendimento das barracas é legal e definitivamente acontecem menos brigas. Aí bate aquele incômodo na bexiga e a gente percebe que todo mundo reservou a energia sobressalente para anarquizar o sanitário.

Meu primeiro indício desse fato aconteceu ano passado, no São João de Juazeiro do Norte. Os banheiros da festa eram individuais. Tinham um mictório e, ao lado de fora, uma pia. Eu esperava tranquilamente na fila, assoviando e lembrando que horas antes comi o pior pastel de minha vida, mas meu estômago – bravo guerreiro – resistiu ao baque e continuava firme e forte. Então, alguém me cutucou por trás:

- Ô, amigo.

- Oi?

- Cê vai esperar a fila?

- Vou. Sou o próximo.

- Então, licença aí.

O sujeito desabotoou a calça e começou a mijar na pia. ‘Beleza, normal. Sempre tem alguém que faz isso’. Quando o banheiro desocupou, entrei, mas alguém mais entrou comigo. ‘Posso, hômi?’. Nem respondi e ele já estava mijando no canto da parede. ‘Beleza, normal. Sempre tem alguém que faz isso’. Dei minha mijadinha no mictório e voltei para a festa.

mictorioindividualPrazer, garotão!  Eu sei que é tentador, mas não faço DPs.

Problema de verdade foi quando precisei ir ao banheiro novamente. Imagine a cena: uma pia de trinta centímetros com três caras urinando – um na direita, um na esquerda e um no centro -, um banheiro com um mictório individual e mais três marmanjos se despejando nele, enquanto outros três se aproveitavam das esquinas do lugar. E meu grande susto – fora ver uma cena digna de O Senhor dos Anais – é que NÃO FALTAVAM SANITÁRIOS NA FESTA. Havia o suficiente para todo mundo, se cada um esperasse dois minutos. E não existia exceção. Todos os banheiros estavam nessas condições. Em certos momentos parecia que, para dar uma mijadinha sequer, eu ia ter que atravessar nadando um turbulento mar de urina.

mictoriocoletivoMe usa, bonitão. E chame o coleguinha.

Quando pensei que já estava imune ao trauma – ‘ah, foi um fato isolado’ – do São João passado, voltei à região – meu irmão está morando lá, então vou enfrentar esse tipo de coisa mais vezes – e tive a mesma surpresa desagradável, dessa vez num mictório coletivo. O oceano já estava pronto e não havia mais espaço pra urinar. Em mais vinte segundos alguém sairia de lá (ou das paredes) e haveria uma vaga legal. Mas pra que esperar, né, se você pode mijar no centro do banheiro e EM MEU PÉ.

Fiquei fulo, mas quando virei pra reclamar o cara era tipo

hulk

Saí de fininho pra não causar transtornos.

E é por isso que não põem banheiros químicos por lá. Sou totalmente a favor de banheiros químicos. Você entra, prende a respiração e pá, já foi e foi massa. Mas no Ceará não rola, os caras são PUNKS DE SANITÁRIO. Eles iam achar um jeito de aloprar o pico. Ainda espero sair uma revolução ou algo do gênero no meio daquele mar. Talvez um motim.

Um alívio sobre alívios.

julho 22, 2009 by

Assíduo frequentador do nosso banheiro virtual, o Cagão Luiz Antonio manda um texto de profundo conhecimento sobre os processos intestinais e ainda conta uma história bela e sobrenatural ocorrida num banheiro alheio. Prenda sua respiração – e somente ela – e confira!

A fisiologia do corpo humano

    Há varias coisas que podem acontecer com o seu corpo ao praticar um dos atos mais nobres da vida humana, perpetrado sentado em um trono cheio de esplendor e popularmente conhecido como cagar, bater o barrão, fazer uma obra, enviar um fax pra Boston, fazer uma ligação pra Chicago e vários outros nomes citados por aí.

    A mais tradicional reação fisiológica do corpo humano ao dar uma boa cagada é a sensação de alívio. Tem aquele aliviozinho leve da obra nossa de cada dia, que no meu caso é possível ser notado duas vezes por dia, uma pela manhã e outra pela noite. Há o alívio daquela cagada que você vinha sentindo desde a hora em que chegou na escola/faculdade/trabalho e só pôde se aliviar no final do expediente ao chegar em sua casa (essa é a melhor sensação do mundo). E por fim, nós temos o alívio do cagar com diarréia. Pois é, quando isso acontece você nunca estará aliviado, sempre virá outra vontade “defecatória” depois de uns trinta segundos de alívio.

     Em algum momento da sua vida experimente fazer uma aposta de ver quem come mais pimenta, ou ganhe dez reais comendo uma colher de pimenta de acarajé, e você vai ter uma das piores sensações do mundo ao obrar. Imagine o quanto a sua boca vai arder na hora em que a pimenta entrar, beleza, está imaginado. Agora imagine o que vai acontecer na hora de sair. Não é preciso descrever aqui o que vai acontecer com o seu orifício sagrado, fica a critério da imaginação de cada pessoa.

     A mais incomum das reações fisiológicas aconteceu com o meu irmão numa festinha dada na casa de uma amiga minha. Todo mundo se divertindo na casa dela, algumas bebidas, jogos e brincadeiras em geral. Em dado momento me ocorreu uma vontade de ir ao banheiro, mas não pra fazer o que todos nós nos orgulhamos de fazer pelo menos duas vezes por dia, foi pra mijar mesmo. Após a minha mijada, algo que também causa um grande alívio – principalmente se você está bebendo o dia todo – eu constato que a descarga do banheiro não funciona perfeitamente. Então decido fazer uma reclamação à  dona da casa, dizendo que se eu tivesse ido cagar, iria passar por constrangimento, e que nunca mais falaria com ela por isso. Ela foi lá, me explicou todo o procedimento para dar a descarga, aquilo que só o dono da casa sabe fazer quando tem algum problema em seu recinto.

      Depois de algum tempo, meu irmão decidiu ir ao banheiro fazer aquilo que ele mais gosta no mundo. Passa-se um bom tempo e minha amiga me chama mandando avisar ao meu irmão sobre o problema na descarga. Eu como uma pessoa má que sou, não poderia avisá-lo desse problema, e com todo o sadismo que reina no meu ser, eu sinto prazer ao ver o constrangimento dos outros, principalmente se esse outro for meu irmão. Mais tempo se passa, e nada do meu irmão sair do banheiro, minha amiga implora pra que eu vá avisar ao meu irmão do problema e nada. Até que momentos depois meu irmão sai do banheiro com aquela cara de prazer que todos fazemos ao produzir tamanha façanha. Eu e minha amiga olhamos e não vimos nenhum constrangimento no meu irmão, então perguntamos se ele tinha dado descarga. Ele disse que tudo ocorreu tranquilamente, exceto pelo fato de sua cabeça ter doído por ter feito tanta força no ato. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer com uma pessoa, e foi por isso que ele demorou na sua cagada, a descarga havia sido consertada sem querer por minha amiga na sua apresentação de como utilizá-la.

 


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